Atualmente, o benefício é de cinco dias.
Mudança ainda precisa ser aprovada por Dilma Rousseff.
O Senado aprovou o aumento da licença-paternidade de cinco para 20 dias. Para começar a valer, o projeto de lei ainda precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff. Como no caso da licença-maternidade de seis meses, nem todo mundo vai ter direito ao benefício.
Os benefícios da presença do pai mais perto do filho desde o nascimento foi o que levou o Senado a aprovar, na quarta-feira (3), um projeto que estendeu o período de licença-paternidade.
A licença de 20 dias também passa a ser um direito do pai quando ele adota uma criança, mas a lei é facultativa e só vale para as empresas que fazem parte ou que pretendem aderir ao Programa Empresa Cidadã. Criado em 2009, o programa estendeu a licença-maternidade de quatro para seis meses. A empresa que aderir pode descontar o benefício concedido do imposto de renda.
Na empresa de William Pires, que vende carros usados, dos 25 funcionários contratados, 18 são homens. Ele sabe que é importante o pai estar perto nos primeiros dias de vida do filho, mas não pensa em aderir ao programa porque o medo do prejuízo financeiro fala mais alto: “No nosso caso, o funcionário ganha por produção. Então, se ele está deixando de produzir, o que eu vou ter de restituição não é tão valoroso como o próprio funcionário trabalhando".
Para a relatora do projeto, senadora Fátima Bezerra, do PT-RN, é preciso mudar a visão: “O costume é a mãe cuidar mais da criança. Nós temos que quebrar paradigmas como estes, não é só a mãe, o pai também deve ter exatamente o mesmo cuidado com a criança
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